domingo, 9 de junho de 2013

Maratona Vertical 2013

Fiquei em 4. lugar na maratona vertical de Singapura!

Desta vez tive a companhia do meu primo Fred, que fez uma excelente reportagem do evento, incluindo um vídeo, que ilustra bem a experiência, e esta foto:




Depois do 3. lugar em 2010 (ver post para saber mais sobre maratonas verticais) e 5. em 2012... não está mal. Confesso que me sentia mais bem preparado que nas vezes anteriores e pensei que poderia ser melhor - talvez até ganhar. Desta vez treinei a subir escadas por um período mais longo, ainda assim curto: 3 semanas, em vez de 1 ou 2 anteriormente. Cheguei a subir 40 andares residenciais em corrida (em vez de passo acelerado). Bati os recordes de subir até ao 22. andar onde moro: 1'50" sem ajudar com os braços, 1'39" a puxar o corrimão com o braço. E bati os recordes de subir até ao 40. andar dos prédios vizinhos: 4'10" sem corrimão, 3'49" com corrimão (os mais matemáticos terão reparado que usar o corrimão melhora os tempos em aproximadamente 1/2 segundo por andar).

O que é que correu mal? Voltei a começar ligeiramente rápido demais (escrevo "ligeiramente" porque estava perfeitamente convencido de que ia no ritmo certo... até as pernas me dizerem que não). Pensei que conseguiria correr (em vez de andar) até pelo menos 1/2 da prova (20. andar comercial, equivalente a uns 30 andares residenciais), talvez até 2/3... mas no andar 14 (1/3) tive de passar a andar, devido ao ácido lático acumulado nas pernas. Mas continuei sempre a subir de 2 em 2 degraus.

Desta vez tive concorrência mais direta que o habitual: um rapaz bem jovem (tinha ar de uns 14 anos?) e pequenino que partiu comigo vinha coladinho atrás de mim. Senti até que eu o estava a segurar, que sozinho ele iria mais rápido (em retrospectiva acho que ele me deveria agradecer não o ter deixado ir mais rápido :) ). Quando comecei a andar ele naturalmente ultrapassou-me e continuou a correr. Pensei que ele ia desaparecer de vista, mas ficou ali sempre a não mais que 1/2 andar de distância (i.e., uns 5 segundos à minha frente). De vez em quando ele parecia cansar-se, mas nunca o apanhei. Entretanto eu usava já os 2 braços a puxar o corrimão!

Quando chegámos ao 41. andar eu ia quase colado a ele. Este ano tínhamos de descer 3 andares para terminar na meta no 38. Mudar de subida para descida não foi fácil, já que as pernas estavam super cansadas e eu tinha algum receio de me estatelar se me pusesse aos saltos por ali abaixo. Desci cuidadosamente, primeiro de 1 em 1 degrau, depois de 2 em 2, saltando 3 quando eram só 3 degraus. O rapaz parecia ir mais desequilibrado e aproveitei para o ultrapassar estrategicamente entre o 40. e o 39. andar, antecipando que o sprint final até à meta no 38. andar não permitiria ultrapassagens. E assim foi: cheguei em 4. lugar e ele ficou em 5. Dei-lhe os parabéns pelo desempenho, certo de que treinou bastante (e tem um futuro promissor em maratonas verticais!) e esperei pelo Fred, que chegou triunfante um par de minutos depois.

Fiquei com vontade de um dia acertar com o ritmo certo na prova! E certamente deveria treinar 3 meses em vez de 3 semanas, se ambiciono ganhar um dia. Mas suspeito que não haverá maratonas verticais no próximo ano... Haverá certamente outras maratonas - desportivas e não só!

domingo, 2 de junho de 2013

Inundação no McDonald's

Confesso que tive em tempos o terrível hábito de passar no McDonald's para almoçar a meio de provas de pentatlo (a lógica era que era rápido obter a comida, rápido consumi-la e rápido digeri-la... e rapidamente estávamos prontos para a prova de natação - que poderia ser mais rápida). Também confesso que há dois anos, tendo dificuldade de arranjar acesso Internet em Sydney, passei algumas horas no McDonald's (onde consumi saladas ou iogurtes... e sobrevivi) para enviar e receber e-mails, e fazer algumas chamadas pelo skype. Obrigado, McDonald's!

De qualquer modo, suspeito que o mundo estaria melhor sem o McDonald's (e sem o Ronald McDonald engorda-crianças!), a julgar pelos índices de obesidade pelo mundo fora, e os produtos que o McDonald's continua a vender. Apesar disso, não fui eu quem fez isto:



Tirei a foto numa exposição de arte há um par de anos aqui em Singapura, onde passava um vídeo em que um McDonald's se ia enchendo de água progressivamente até ao teto. Descobri agora que o vídeo é uma obra de um grupo de artistas dinamarquês chamado SUPERFLEX. Encontram informação sobre o vídeo aqui (ou nesta crítica) e podem ver um micro-resumo (o vídeo completo tem 20 minutos) aqui:

Waltz com Bashir

"Waltz with Bashir", de Ari Folman (2008). Impressionou-me no dia 27/Nov/2010... e mais vale partilhar tarde do que nunca. Se não viste impressiona-te também:



No youtube encontra-se o filme completo dividido em partes, mas não recomendo vê-lo assim porque a imagem é de baixa qualidade e o filme é excelente não só pelo que faz pensar mas também visualmente.

Para quem não viu e quiser ter uma ideia, aqui fica o trailer (incrível como a banda sonora ainda me coloca no mesmo estado positivamente incomodado que recordo de quando vi o filme):


E este trecho resume bem a onda do filme e o espírito dos jovens soldados (que são, afinal, quem luta e mata e morre na maior parte das guerras):



Guerra é provavelmente a maior treta que o homem* já inventou.

Shalom!


*Homem = ser humano, e provavelmente macho (tenho dificuldade em imaginar mulheres a inventarem a guerra...)


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Singapore taxes (cont.)

Just received my tax assessment for 2012 (online, of course). Besides low taxes, it ends with
"Thank you for your contribution towards nation building" - my pleasure!

quinta-feira, 23 de maio de 2013