“Adrien! Ça va?”
“Cara!! Beleza?!”, responde o Adrien com a usual radiação encandeadora de boas energias.
“Há quanto tempo! Tenho andado pela Europa e não tenho vindo ao escritório. Que é feito? Tudo bem? Quanto te casas?”, pergunto na brincadeira, lembrando-me da namorada.
“Casamos na França dentro de duas semanas! Está tudo marcado!”
“Uau! Parabéns! Vamos combinar um almoço um dia destes?”
“Vamos sim, beleza!”
E nunca mais nos vimos.
No dia seguinte, a vida do Adrien neste mundo terminou abrupta e improvavelmente quando um avião falhou a aterragem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e chocou com o edifício onde ele trabalhava. Faz hoje um ano.
Na vida e na morte, o Adrien ensinou muita coisa a todos os que tiveram o privilégio de se cruzar com ele. Positivismo inabalável, alegria, vontade de viver, pleno de amizade, generosidade, muita energia e determinação para tantos projectos a realizar... Os comentários partilhados na missa de sétimo dia devem ter-nos deixado a todos com saudável inveja a pensar “Hmm... acho que ninguém diria algo assim sobre mim se eu tivesse morrido... Como é que eu deveria viver a minha vida? O que é que eu gostaria de deixar neste mundo?”
Na memória ficam só coisas boas, e a certeza de que o Adrien está óptimo, onde quer e como quer que esteja.
Cá em baixo ficamos com saudades de te ter por estas bandas. Muitas saudades!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Adrien
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